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domingo, 12 de maio de 2013

Escritor bonjardinense lança livro

O escritor bonjardinense José de Souza Félix, o Doddó Félix, lança neste sábado (11) seu primeiro livro: “Gorjeios”. 


A obra de 192 páginas reúne 133 poemas escritos pelo autor desde 1961. “Gorjeiros é um livro que se divide em duas partes, a primeira traz poesias da vida em geral e a segunda são poemas de amor”, explicou Doddó no Plantão de Notícias da Integração FM.

Durante a entrevista, Doddó também afirmou que já possui oito livros prontos para serem lançados entre eles um sobre a sua terra natal.
“Ninguém nunca escreveu a história de Bom Jardim em versos”, afirmou, antecipando o conteúdo da nova obra que será intitulada de “Bom Jardim dos Paus D’arcos”.

Doddó Félix também é cordelista e já publicou cerca de 30 folhetos neste gênero literário. O autor ainda é membro da União Brasileira de Escritores, União Brasileira de Trovadores, Associação de Imprensa de Pernambuco, Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda, União dos Cordelistas de Pernambuco e da Academia de Letras e Artes de Surubim.
 
 
 
 
O lançamento de “Gorjeios” vai acontecer às 20h, na área coberta da Escola Dr. Mota Silveira, no Bairro Noelândia, em Bom Jardim.
 
 
 
postado pela Integração FM
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mãe X Mulher...Aviso da Lua Que Menstrua


A essência desse poema só para os inteligentes

Elisa Lucinda


Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
 Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
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